Isso é que muitos pensam, quando o grupo Mensageiros do Riso vai visitar um andar,
ou área que não tenha criança, palhaço é pra criança. Essa conduta não é só dos pacientes,
vem às vezes até das enfermeiras... "Aí não tem criança!" Foi que ouvimos algumas vezes quando
chegamos pela primeira vez no Hospital Municipal de Urgência em Guarulhos, as enfermeiras
aparentavam não gostar, ou não achar necessário a nossa presença no recinto, pois ali não se
tratava de um hospital que tinha como foco as crianças, achavam que não cabia para um hospital
de urgência onde só tinha adultos. "Hoje o hospital em si esta acostumado com o nosso trabalho,
algumas até nos buscam no corredor quando tem algum paciente tristonho", diz o ator e coordenador
do grupo Mensageiros do Riso Vinicius de Oliveira (Dr. Januário Duarte). Hoje o ambiente hospitalar está mais
acostumado à presença do clown, seja no hospital de urgência ou da criança, que tenha pediatria ou não, agora
é comum sermos requisitados a visitar os velhinhos, os adultos, as mãezinhas da maternidade, todos os internos, às vezes até em outros
andares do mesmo hospital, e estes pedidos são feitos pelas próprias enfermeiras que antes nos repeliam, e os pais que nos vêem chegando
ao hospital, e até mesmo os ascensoristas.
Como é realizado?
Duplas ou trios de Doutores Mensageiros do Riso realizam as intervenções artísticas a base do improviso, pois não ensaiamos nossas
apresentações, nem decoramos textos ou jargões, apenas entramos no determinado quarto e transmitimos a alegria necessária ao paciente,
brincando assim com a figura do médico, visitando leito a leito, esteja ele ocupado por uma criança ou adulto,
sempre respeitando a permissão ou não de cada paciente visitado.